MÓDULO I - JULHO DE 2020

Foto: Nayani Teixeira

Reflexões sobre a hipocrisia na crise da identidade política brasileira

Malcom Guimarães Rodrigues (UEFS)


Convidado do podcast: 

Marcelo Coelho 

(cientista político e colunista da Folha)


Com a participação especial de

Carlos Eduardo de Moura

(Pós-doutorando FFCLRP-USP)


Nesse módulo, o professor Malcom Guimarães Rodrigues irá utilizar noções filosóficas e psicanalíticas para apresentar e debater o fascismo que caracteriza uma posição política no contexto atual brasileiro. Nesta posição política vemos o apoio à forma de governo, às políticas públicas, econômicas e sociais que têm em comum um conjunto no qual o medo, a ignorância e a violência, em suas mais variadas formas, formam uma identidade política. Trata-se de questionar as bases desta identidade, não de um diálogo entre um saber-fazer de direita e outro de esquerda. Para este questionamento, serão utilizadas três noções, em particular, como ferramentas de análise: a má-fé, de J.-P. Sartre, a pulsão de morte, de S. Freud, e o racismo de Estado, de M. Foucault. Utilizando tais ferramentas para discutir o que parece ser uma crise da identidade política brasileira, seu objetivo será mostrar que uma das características marcantes desta crise é a hipocrisia, em suas expressões mais perversas e letais.


Conteúdos a serem disponibilizados:

4 vídeos e um podcast


Tópicos a serem abordados nos vídeos:


1) Introdução

2) A má-fé (Sartre): Liberdade, angústia, automentira

3) A pulsão de morte (Freud): Inconsciente, desejo e defesas, identificação e destruição

4) O racismo (Foucault): A produção do indivíduo perigoso, o racismo de Estado, a morte do inimigo


Referências:


FOUCAULT, M. O sujeito e o poder. In: DREYFUS, H. e RABINOW, P. (Orgs) Michel Foucault: Uma trajetória filosófica. Rio de Janeiro: Forense. Universitária, 1995.

FREUD, S. (1930 [1929]) O mal-estar na civilização. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

MBEMBE, A. Necropolitics. Public Culture 1. January 2003; 15 (1): 11-40. doi: https://doi.org/10.1215/08992363-15-1-11

SARTRE, J. P. (1978). O existencialismo é um humanismo. São Paulo: Abril Cultural (Conferência dada em 1945).